Reflexõs sobre a escrita e a produção acadêmicas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61447/20260630/edit

Palavras-chave:

Inteligência artificial, redação acadêmica, pensamento crítico, ética acadêmica, produção científica

Resumo

O texto discute a produção acadêmica e científica a partir da relação entre escrita, pensamento crítico e uso das inteligências artificiais. A autora argumenta que a IA pode contribuir para a pesquisa, a organização de ideias e a aprendizagem, mas não deve substituir a reflexão humana, pois a escrita acadêmica exige autoria, responsabilidade intelectual, verificação de informações e posicionamento crítico. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de compreender a IA como ferramenta de apoio, especialmente no campo educacional, sem desconsiderar seus impactos sobre autoria, plágio, trabalho docente, validação de dados e dependência tecnológica. O texto também enfatiza que a produção acadêmico-científica requer adequação a normas, gêneros e etapas específicas, orientando-se por quatro princípios fundamentais: clareza, precisão, comunicabilidade e consistência. A clareza refere-se à construção de enunciados compreensíveis e objetivos; a precisão exige o uso criterioso de termos, dados e referências; a comunicabilidade pressupõe organização lógica e linguagem acessível; e a consistência envolve coerência, coesão, fundamentação teórica e uniformidade linguística. Por fim, a autora aborda o uso ético do discurso alheio, diferenciando citação direta e indireta e ressaltando a importância de respeitar o sentido original das fontes. Conclui-se que escrever academicamente implica articular pensamento crítico, domínio da linguagem formal, responsabilidade ética e capacidade de argumentação fundamentada.

Biografia do Autor

  • Ilane Ferreira Cavalcante , Instituto Federal do Rio Grande do Norte

    Pós-doutora em Ciências da Educação pela Universidade de Évora/PT. Doutora em Educação (2002), mestra em Estudos da Linguagem (1996) e Graduada em Letras com habilitação em língua portuguesa e língua inglesa e respectivas literaturas (1991), todos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atualmente é professora de Língua Portuguesa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, atuando no Programa de Pós-graduação em Educação Profissional (PPGEP). É lotada no Campus Zona Leste, atuou como coordenadora da Universidade Aberta do Brasil no IFRN de 2011 a 2017 e, como tal, participou do Fórum Estadual de Formação docente. Foi vice-presidente do Fórum Nacional de Coordenadores UAB de 2011 a 2015. Lidera o grupo de Pesquisa Multirreferencialidade, Educação e Linguagem (GPMEL) desde 2011 e é membro de outros grupos de pesquisa como o Observatório da Diversidade e o Núcleo de Pesquisas em Educação, ambos no IFRN. Compôs a comissão editoral da Revista Brasileira de Educação Profissional e Tecnológica - RBEPT/IFRN até 2022. Tem experiência na área de Letras e Educação, com ênfase em literatura e história da educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação profissional, educação a distância, tecnologias e acessibilidade em educação; formação de professores, gênero e literatura. Publicou, entre outros, O romance da Besta Fubana :festa, utopia e revolução no interior do Nordeste (2008), Vestígios (2009) - livro de poemas - Mulheres e Letras (2011).

Referências

Cervo, A. L., & Bervian, P. A. (2002). Metodologia científica (5.ª ed.). Prentice Hall.

Cavalcante, I. F. (2021). Produção do texto científico. IFRN.

Garcia, O. M. (2001). Comunicação em prosa moderna (20.ª ed.). FGV.

Publicado

2026-07-04