Habitar a fronteira: Reflexividades de uma professora de artes na educação infantil
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Resumo
Este ensaio narrativo reflete sobre a experiência de ser professora de artes na educação infantil a partir de um exercício de reflexividade que articula o pessoal com o social, o educativo e o político. A partir do conceito de fronteira proposto por Gloria Anzaldúa e da noção de ferida como ponto de partida para a produção de conhecimento desenvolvida por bell hooks, analisam-se as tensões que atravessam a prática docente, como a feminização do trabalho educativo, a desvalorização da arte na escola e as transformações institucionais que afetam o território pedagógico da educação infantil. Nesse contexto, são examinadas políticas educacionais recentes que reconfiguram o trabalho docente e que podem ser compreendidas como formas de desterro. Por fim, a partir da perspectiva de Gilles Deleuze e Félix Guattari, propõe-se a desterritorialização como uma possibilidade pedagógica para questionar as relações de poder presentes nos contextos educativos.
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Referências
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