Os “perfis críticos” na Escola Pública: ô que nego é esse que pula daqui e que pula de lá.
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Resumo
Este ensaio parte de uma experiência vivenciada no cotidiano de uma escola pública do Distrito Federal para refletir sobre os mecanismos contemporâneos de segregação escolar e sobre o papel da escola na reprodução das desigualdades raciais e de classe no Brasil. Em conformidade com a liturgia de uma roda de Capoeira Angola, o texto é estruturado em três movimentos: Ladainha, Louvação e Corridos, articulando uma narrativa, com análise crítica e discussão teórica. Partindo da observação de um conselho de classe e das classificações atribuídas aos estudantes, é discutido como categorias aparentemente pedagógicas operam como mecanismos de segregação, reproduzindo formas de racialização e controle da população negra e periférica. Nesse contexto foram mobilizadas as contribuições teóricas de autores como Moura, Santos, Marx, Engel, Althusser e Apple para compreender a escola como um espaço de reprodução e disputa das relações de poder que estruturam a sociedade.
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Referências
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