A terra que nos alimenta: análise do pH e das propriedades físicas do solo
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Resumo
O artigo apresenta uma prática de investigação científica colaborativa desenvolvida no Centro EMSaD 090 de Tlatlauquitepec, Atlixtac, Guerrero, com o objetivo de determinar a aptidão de três solos locais para o cultivo de milho por meio da análise do pH e da avaliação da textura. A experiência situa-se em um contexto rural e indígena no qual o milho constitui um eixo econômico, alimentar e cultural, e no qual os saberes comunitários sobre a terra oferecem um recurso pedagógico central para o ensino de ciências. Metodologicamente, adotou-se um desenho de pesquisa-ação educacional com abordagem qualitativo-descritiva, com a participação de 36 estudantes do terceiro semestre durante novembro e dezembro de 2025. As equipes coletaram amostras em três locais representativos do território, analisaram o pH com tiras reativas, classificaram a textura do solo pelo método da fita e sistematizaram suas observações em cadernos de campo. Os resultados evidenciaram que o local com cobertura florestal de pinheiro-carvalho, textura argilosa e pH entre 6,0 e 6,5 apresentou as condições mais favoráveis para o cultivo de milho, enquanto os demais solos requerem correções diferenciadas devido a limitações físicas, químicas ou ao desgaste associado ao monocultivo. A experiência demonstrou que a articulação entre conhecimento científico escolar e saber agrícola comunitário favorece aprendizagens situadas, fortalece a participação estudantil e legitima diferentes formas de compreensão do território. Conclui-se que esse tipo de prática contribui para uma educação científica contextualizada, colaborativa e socialmente pertinente. Além disso, projeta a escola como espaço de diálogo intergeracional, pesquisa territorial e construção coletiva do conhecimento.
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